Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
.

FAQ - Perguntas Frequentes

  • MATERIAIS UTILIZADOS E PROCESSO PRODUTIVO

    • QUAL A DIFERENÇA ENTRE O AÇO INOXIDÁVEL AISI 304 E AISI 430? QUANDO UTILIZA-LOS?

      Não existe aço inoxidável bom ou ruim, como normalmente ouve-se falar. A qualidade do aço inoxidável a ser utilizado vai depender da aplicação ao qual será sujeitado e os recursos financeiros disponíveis para investir.

      Existem inúmeras normas que classificam e compõem os aços inoxidáveis, a mais difundida no mercado é a americana AISI (Instituto Americano de Ferro e Aço) e os tipos mais utilizados são os AISI 304 e o AISI 430.

      Esteticamente produzem o mesmo efeito, dificilmente se reconhece visualmente a diferença entre eles. As suas composições químicas se diferem basicamente na presença de níquel e na quantidade de cromo, dando ao aço AISI 304 maior resistência à corrosão quando comparado ao AISI 430.

      Em termos práticos não existe nenhuma classificação ou norma que limite a utilização de ambos os aços na indústria alimentícia. O mais importante é avaliar qual a aplicação e a real necessidade do emprego de um ou outro aço, em face ao seu custo/beneficio, visto que o aço AISI 304 tem o valor mais elevado que o AISI 430.

      Seguramente, se existir a disponibilidade financeira, a melhor escolha será sempre o AISI 304, quando comparado ao AISI 430, mas nem sempre é assim. Por exemplo, em cozinhas profissionais que diariamente passam por processo de limpeza sem a utilização de desinfetantes a base de cloro (ex. água sanitária) ou outro agente químico que ataque o aço inox, o aço AISI 430 pode cumprir as mesmas funções do AISI 304. Entretanto, equipamentos em que a manutenção e limpeza são precárias ou ficam em ambientes com atmosfera salina (ex. próximo ao mar), necessitam serem construídos com o aço AISI 304 ou até mesmo com aço de maior resistência a corrosão como o AISI 316.

       

    • POR QUE A ESPESSURA DA CHAPA É IMPORTANTE?

      A qualidade mecânica do produto esta diretamente ligada à espessura da chapa utilizada na sua construção. Pequenas variações, de apenas décimos de milímetros, causam grandes mudanças na rigidez do produto.

      Outro aspecto relevante é o acabamento final. Chapas muito fina não permitem um bom trabalho de solda e acabamento. Normalmente chapas muito fina não são soldadas por processo TIG, mas por resistência elétrica (solda a ponto) ou fixadas com arrebites, que não confere ao produto o fechamento completo na união entre chapas. A estanqueidade das soldas, por exemplo, é uma característica muito importante para as coifas aspirantes.

      Outro exemplo, o tampo de pia ou mesa ideal, utilizado na indústria alimentícia, tem a sua espessura de chapa entre 1 a 1,2 milímetros, naturalmente quando maior a espessura mais resistente será o tampo. Tampos também são feitos com 1,5 e até 2 milímetros, mas para necessidades muito específicas e especiais fora do padrão normal de utilização. Tampos com espessura inferior a 1 milímetro frequentemente são embutidos com madeira, mas esta é uma prática já ultrapassada e condenada pela Agência de Vigilância Sanitária.

    • O QUE É O PROCESSO DE SOLDAGEM TIG?

      Chama-se TIG devido à sigla em inglês Tungsten Inert Gas, é um processo de união de metais muito eficiente que permite cordões de solda de qualidade superior, geralmente livres de defeitos, ótimas propriedades mecânicas e acabamento.  Está livre dos respingos que ocorrem em outros processos de soldagem a arco e que podem danificar o acabamento final do produto.

      Por exemplo, o processo de soldagem TIG permite unir chapas de modo contínuo, sem deixar frestas e aberturas. Deste modo, o produto ganha um aspecto estético de alta qualidade; ganha em segurança, pois não deixa uniões com chapas cortantes a vista; como também ganha em funcionalidade pois não permite vazamentos e acúmulo de sujeira sobre o cordão de solda.

  • COIFAS

    • TIPO DE EXAUSTORES, QUAIS SUAS DIFERENÇAS E QUANDO UTILIZA-LOS?

      Existem dois tipos de exaustores (ventiladores), os centrífugos e os axiais. Os axiais tem o fluxo de ar paralelo ao eixo das pás, já o centrífugo o escoamento de ar é radial ao eixo do motor. Cada exaustor tem características mecânicas específicas para cada tipo de aplicação. O emprego e dimensionamento de exaustores depende diretamente do sistema de ventilação para o qual esta sendo projetado. O mau dimensionamento do exaustor compromete todo o sistema de ventilação.

      Na prática isto significa que;
      Exaustores centrífugos têm como característica a manutenção da pressão no sistema, consequentemente é indicado para aplicações aonde existem tubulações, curvas, reduções que promovem a perda de carga ou de pressão do sistema de ventilação. Outra característica importante deste modelo é a NÃO exposição do motor e componentes elétricos ao fluxo de ar, normalmente contaminado com gordura e umidade, deste modo evita-se a sua prematura degradação, aumentando sua vida útil.

      Já exaustores axiais, se caracterizam pelo maior volume de vazão de ar, normalmente utilizado quando há necessidade de reciclo do ar ambiente. Todavia, sua utilização não é recomendada em sistemas com tubulações. Os mais comumente encontrados no mercado têm motor e componentes elétricos expostos ao fluxo de ar, que prejudica sua vida útil se o ar estiver contaminado.

      Veja aqui nossos modelos de Coifas Aspirantes...

    • FILTROS INERCIAIS TIPO CHICANAS, PORQUÊ E QUANDO UTILIZA-LOS?

      O filtro inercial tipo chicana atua na remoção de gordura através da mudança de direção do fluxo do ar. A massa de ar saturada impacta contra o filtro e parte desta gordura fica retida e será coletada nas calhas. São construídos em aço inoxidável, são removíveis e laváveis.

      Sua utilização é obrigatória quando no processo de cocção são emitidos vapore contendo gordura, como fritadeiras e chapas. É dispensado o uso do filtro quando não há geração de vapores saturados de gordura como em fornos, banhos maria, máquina de lavar louça, entre outros.

      Veja aqui nossos modelos de Coifas Aspirantes...

  • MESAS, PIAS, ESTANTES, PRATELEIRAS...

    • REFORÇO INTERNO NOS TAMPOS, IMPORTÂNCIA E MATERIAIS UTILIZADOS.

      A rigidez estrutural de uma mesa, pia, prateleira e outros produtos está diretamente vinculada a qualidade dos reforços montados internamente em seus tampos. Serão estes que suportarão e irão absorver grande parte da carga de trabalho.

      Tampos com espessura inferior a 1 milímetro frequentemente são embutidos com madeira, mas esta é uma prática já ultrapassada e condenada pela Agência de Vigilância Sanitária.

      Outros tampos têm a sua estrutura interna realizada em ferro galvanizado ou pintado, que também não é a solução ideal para quem deseja um produto duradouro. A vida útil destes tipos de tampo é afetada pela natural deterioração do ferro, principalmente em ambientes úmidos ou que passem constantemente por processo de lavação. Fato muito comum e necessário principalmente na indústria alimentícia.

      O reforço interno ideal de um tampo deve ser dimensionado de acordo com as medidas do tampo e a carga ao qual será sujeitado. Realizados em aço inoxidável de espessura igual ou superior ao do próprio tampo. Devem também conter vincos e dobras estruturais para melhorar a sua resistência. O posicionamento e a justa fixação ao tempo são outros fatores importantes que garante o bom funcionamento do equipamento e alongam sua vida útil.

    • QUAL ALTURA IDEAL DA SUBMESA (PANELEIRO) EM RELAÇÃO AO SOLO?

      A distância entre o solo e a submesa (paneleiro) pode variar de acordo com a necessidade do cliente, mas é sempre uma relação entre o volume útil sobre a submesa e uma distância razoável do solo que permita a limpeza em baixo do equipamento. Normalmente este valor é de 25cm.

  • MANUTENÇÃO E LIMPEZA

    • COMO MANTER E LIMPAR O AÇO INOXIDÁVEL?

      Apesar de chamar-se “Aço Inoxidável”, ele pode apresentar algum tipo de oxidação. Mas, o simples processo de limpeza periódica mantem a integridade, funcionalidade e beleza do aço inoxidável.

      Se o equipamento já passa por limpezas regulares, o detergente neutro e uma esponja macia são o suficiente.

      Caso haja incrustações de gordura, alimentos, pós, entre outros, é necessário escovar a superfície. Pode-se utilizar o “lado verde” de esponjas comuns de cozinha, mantas abrasivas de fibra sintética (3M, Scotch-Brite) ou palha de aço feitas de aço inoxidável. NUNCA usar palha de aço comum, pois elas deixam resíduos de ferro que causam a oxidação da superfície do equipamento. Mas atenção, sempre que houver necessidade de escovamento da superfície, a mesma ficará marcada, pois o escovamento é um processo abrasivo.

      Evitar deixar objetos metálicos e acumular poeira por um longo período de tempo sobre a superfície previne o aparecimento de manchas.

      Para a limpeza do equipamento NÃO usar ácido muriático (ácido clorídrico, HCl), pois é um ácido forte, o mesmo danificará a superfície do aço inoxidável.

      Para a desinfecção do equipamento NÃO usar água sanitária (hipoclorito de sódio, NaClO), algo muito comum e erroneamente aconselhado, para aplicação direta sobre equipamentos construídos em aço inoxidável. Se necessário utiliza-la, deve-se fazer a diluição correta em água, e logo após enxaguar bem o equipamento para não deixar resíduos de cloro ativo que possam danifica-lo.

      Na desinfecção podem-se também utilizar compostos de iodo, o mais comum é o álcool iodado a 0,5% ou 1%.

      Existem inúmeras outras formas e produtos para limpeza, higienização e sanitização. É importante verificar o melhor método que atenda a sua atividade, respeitando as normas vigentes de saúde. Ler atentamente o rótulo e o método de aplicação evitará que você corra o risco de danificar seu equipamento.

      Para deixa o aço inoxidável com aspecto brilhante e homogêneo existe dois produtos em spray: Spray de Conservação para Aço Inox (Wurth) e o Spray Brilha Inox (3M). Aplicar diretamente sobre o a superfície do equipamento e retirar o excesso com pano macio e seco até atingir brilho natural. Funciona como uma espécie de cera automotiva.